Histórico dos eventos hidrológicos extremos no Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.53727/rbhc.v19i1.1104

Palavras-chave:

urbanização, eventos hidrológicos extremos, infraestrutura verde, sustentabilidade

Resumo

Historicamente, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) foi afetado por diversos eventos hidrológicos extremos que, além de danificarem suas instalações e coleções botânicas, evidenciaram a vulnerabilidade da região. Este estudo realiza um resgate histórico dos eventos hidrológicos extremos e discute como a dinâmica hidrológica do JBRJ impacta a preservação do patrimônio ambiental e o planejamento urbano sustentável. Analisaram-se a distribuição e o uso histórico das águas superficiais no JBRJ, bem como as intervenções no rio dos Macacos – principal corpo hídrico local. Foram levantados dados pluviométricos do período de 1811 a 2008 e registros de enchentes e intervenções estruturais no rio, obtidos por meio de noticiários e fotografias da época. Informações sobre os eventos extremos na área de estudo também foram obtidas por meio de visitas ao JBRJ e consultas a jornais e revistas científicas. Os resultados indicam a ocorrência de eventos extremos ao longo da história do JBRJ, com tendência de aumento. Isso destaca a importância da compreensão da dinâmica dos fluxos hídricos no local e sua vulnerabilidade a alagamentos. A integração de soluções baseadas na natureza, aliada a um planejamento urbano cuidadoso, pode contribuir para sua preservação e para a promoção de um ambiente urbano equilibrado, sustentável e resiliente a eventos hidrológicos extremos, emergindo como estratégia para mitigar impactos e assegurar a resiliência do JBRJ e do seu entorno. Este estudo, ao evidenciar a historicidade da vulnerabilidade, aponta a urgência de abordagens integradas que considerem tanto os aspectos ambientais quanto os urbanísticos na gestão de áreas sensíveis.

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Biografia do Autor

Patrícia Guedes Pimentel, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Sou Engenheira Ambiental formada pela Universidade Veiga de Almeida (2019) e Engenheira Civil formada pela Universidade Santa Úrsula (2022). Possuo especialização em Docência do Ensino Superior pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (2020), Mestrado Profissional em Engenharia Ambiental, na área de Gestão Sustentável dos Recursos Hídricos pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2021), e especialização em Análise Ambiental e Gestão do Território pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE (2024). Atualmente curso Doutorado em Engenharia Ambiental na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Wenceslau Geraldes Teixeira, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa Solos

Graduado em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Viçosa (1989), mestre em Agronomia (Solos e Nutrição de Plantas) pela Universidade Federal de Lavras (1992) e doutor em Geoecologia (Dr. rer. nat.) pela Universidade de Bayreuth - Alemanha (2001). Desde 1995 é pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lotado atualmente na Embrapa Solos - Rio de Janeiro. Participa como professor associado da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) nos cursos de pós-graduação em Engenharia Ambiental (PEAMB e DEAMB). Atua na área de Agronomia, com ênfase em Física, Manejo e Conservação do Solo e da Água, atuando principalmente nos temas: modelagem da formação e evolução de horizontes de solos antrópicos (Terras Pretas de Índio, Sambaquis, Geoglifos); caracterização físico-hídrica de solos tropicais, modelagem de fluxos de água e solutos no solo em sistemas agrícolas e florestas; uso de carvão vegetal (biochar) como condicionador do solo e adsorvente de resíduos, e condicionantes abióticos do solo na incidência do Amarelecimento Fatal (AF) da palma de óleo (Elaeis guineensis). Participou como professor associado do Programa no curso de pós-graduação em Agronomia Tropical da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e dos cursos de Agroecologia e Arqueologia da Universidade Estadual do Amazonas (UEA). Membro da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, bolsista de produtividade do CNPq.

Marcos Gonzalez de Souza, Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Possui doutorado em Ciência da Informação (IBICT/UFRJ, 2013), mestrado em Botânica (Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2007) e bacharelado em Matemática, modalidade Informática (UFRJ, 1988). Após atuação em diferentes instituições de pesquisa e de divulgação científica (Núcleo de Computação Eletrônica/UFRJ, 1986-1991; Fórum de Ciência e Cultura/UFRJ, 1994; Casa da Ciência/UFRJ, 1995-2000; Museu do Universo/Planetário, 2000-2002), é atualmente Tecnologista Sênior do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), onde coordenou, no período de 2003 a 2007, o desenvolvimento do projeto Jabot, banco de dados das coleções científicas, e colaborou nas ações do Museu do Meio Ambiente, entre 2011 e 2017. Desde 2014, é professor colaborador do Curso de Especialização em Divulgação e Popularização da Ciência, promovido pelo Museu da Vida, Casa da Ciência/UFRJ, Fundação Cecierj, Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), além do JBRJ. Dentre sua produção acadêmica, publicou artigos em diferentes áreas da ciência, tais como Banco de Dados, Ciência da Informação, Linguística, Ciências Ambientais, Museologia, Divulgação Científica e História da Ciência. Possui ainda experiência com literatura, teatro e cinema.

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16-09-2026

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Artigos