A epilepsia como objeto de debate e estudo nas teses da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro na década de 1870
DOI:
https://doi.org/10.53727/rbhc.v19i1.1147Palavras-chave:
história das ciências no Brasil, história da epilepsia, construção do conhecimento médico, Faculdade de Medicina do Rio de JaneiroResumo
Na década de 1870 foram defendidas doze teses a respeito da epilepsia na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Sua análise nos demonstrou o esforço desempenhando pelos médicos brasileiros na compreensão desta moléstia, ao fazerem referência aos trabalhos mais clássicos e aos mais contemporâneos a eles, evidenciando que estavam atualizados em relação ao que estava sendo produzido e debatido nos principais círculos médicos europeus. Além disso, apesar dos grandes entraves institucionais enfrentados no âmbito do ensino, tais médicos se esforçaram no desenvolvimento de reflexões próprias, contando, inclusive com observações realizadas no cotidiano clínico por médicos que atuavam em hospitais e clínicas particulares da cidade do Rio de Janeiro. Assim, dedicamos este artigo à análise dessas teses, a fim de aprofundar os debates a respeito da produção do conhecimento médico sobre as doenças nervosas no Brasil no século XIX.
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