O estabelecimento das ciências do clima no Brasil:

contextos políticos e instituições de pesquisa voltadas para as mudanças climáticas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.53727/rbhc.v19i1.1167

Palavras-chave:

Ciências do Clima, política científica, meteorologia, ciência brasileira, Brasil

Resumo

O trabalho pretende entender a trajetória das condições de produção de conhecimento científico nas ciências do clima e a formulação das políticas científicas no Brasil. O interesse consiste em articular contribuições de história da ciência, política de C&T e sociologia da ciência para analisar o debate climático no âmbito internacional e nacional, e como essa convergência impactou as políticas públicas implementadas até os anos 1990. A atuação do Estado brasileiro foi importante nesse momento de instalação de uma base de estudos meteorológicos, permitindo a utilização de um arcabouço tecnológico originário dos países centrais no atendimento a interesses de segurança. A aliança entre os meteorologistas, setores militares ligados à Marinha, e o grande público, viabilizou a construção de um arcabouço inicial de atividade meteorológica. A emergência e consolidação de determinados grupos e instituições científicas ajuda a entender os arranjos políticos que se estabeleceram no Brasil em torno da questão climática. Retomando o início do século XX, momento em que as ciências meteorológicas e do clima começam a se institucionalizar, até meados dos anos 1990, é possível entender como a ciência e a política estiveram entrelaçadas na conformação da agenda climática brasileira. As parcerias no campo político e científico promoveram um conjunto de encontros e aproximações que viabilizam determinados projetos de execução de conhecimentos climáticos. A política científica e a dinâmica organizacional dos cientistas brasileiros revelam problemas e soluções que alteram o clima de tensão e as tensões do clima.

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Publicado

03-09-2026

Edição

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Artigos