Sociedade Interplanetária Brasileira

O Internacionalismo da Exploração Espacial no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.53727/rbhc.v19i1.1189

Palavras-chave:

exploração espacial, história da ciência, sociedades amadoras, movimento internacional espacial

Resumo

No ínterim das Grandes Guerras, surgiu um movimento internacional de sociedades amadoras de astronáutica em países como Alemanha, Estados Unidos e União Soviética. Após a interrupção causada pela Segunda Guerra, o movimento foi retomado em 1945, desempenhando papel decisivo na futura institucionalização da pesquisa e exploração espacial nos países envolvidos. A Sociedade Interplanetária Brasileira (SIB), fundada em São Paulo em 1953, demonstra que o Brasil não ficou alheio a esse movimento, constituindo-se como a contraparte brasileira dessas sociedades e integrando-se a essa grande “Internacional Espacial”. Criada em um cenário de efervescência científica e cultural, a SIB visava difundir conhecimentos sobre viagens interplanetárias, promover cursos técnicos, estimular intercâmbio científico e articular amadores nacionalmente. Em 1955, tornou-se membro da International Astronautical Federation (IAF), passando a representar oficialmente o Brasil na entidade. Ao longo da década de 1950, manteve intensa atividade por meio de palestras, cursos, exposições e ampla presença na imprensa. Seu principal legado político foi a elaboração da carta entregue a Jânio Quadros, que culminou na criação do GOCNAE, embrião do atual INPE. Apesar de ser parte de um contexto amplo e internacionalista, além da importância na institucionalização das atividades espaciais no Brasil, a SIB não foi ainda caracterizada na literatura, o que faz este um estudo pioneiro. A análise de sua trajetória revela o pioneirismo da SIB na institucionalização da cultura astronáutica no Brasil e sua contribuição para a criação dos primeiros órgãos oficiais de pesquisa espacial, constituindo um marco fundamental na história da ciência e tecnologia espacial do país.

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24-07-2026

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