Efeito borboleta:
a trajetória de Romualdo Ferreira d’Almeida e sua viagem aos rios Cuminá e Trombetas
DOI:
https://doi.org/10.53727/rbhc.v19i1.1211Palavras-chave:
Romualdo Ferreira d'Almeida, expedições científicas, Amazônia, Entomologia, Inventário de faunaResumo
Este artigo analisa a trajetória e as contribuições científicas do entomologista brasileiro Romualdo Ferreira d’Almeida (1891-1969), tomando como eixo interpretativo sua participação na expedição realizada em 1936 aos rios Cuminá e Trombetas, no estado do Pará. Vinculado ao Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Ferreira d’Almeida integrou a Comissão Demarcadora de Limites do Setor Norte, em um contexto caracterizado pela articulação entre ciência, Estado e reconhecimento do território nacional. O caráter singular de sua trajetória revela-se particularmente relevante, sendo marcado pelo autodidatismo, pela ausência de formação universitária e por uma inserção inicialmente periférica no campo científico nacional, em contraste com sua ativa participação em redes internacionais, especialmente na França e na Alemanha. Sua posterior incorporação a instituições como o Instituto Oswaldo Cruz e, posteriormente, o Museu Nacional ampliou suas possibilidades de atuação, ao mesmo tempo em que conferiu reconhecimento institucional às suas contribuições. A trajetória de Ferreira d’Almeida contribui para iluminar aspectos da história das ciências no país, evidenciando o papel de agentes que, mesmo à margem dos circuitos acadêmicos tradicionais, foram fundamentais para o avanço do conhecimento sobre a biodiversidade brasileira.
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